Sua Vida Não é Filme da Marvel, Mas Você é o Herói (Mesmo Sem Capa!) | #010
Tempo de Leitura: 16 minutosSe você nasceu nos anos 90 é possível que até hoje sonhe com aquela coruja trazendo a sua carta de Hogwards 😅 Talvez você tenha seu Power Ranger preferido até hoje (o meu era o Ranger Branco), almoçava assistindo X-men na TV Globinho e tinha debates calorosos sobre qual super poder você escolheria 😊 A gente cresceu esperando o extraordinário. Aquela reviravolta cinematográfica, o chamado épico que vai mudar tudo. Esperamos a grande aventura, o momento em que a trilha sonora da nossa vida vai ficar emocionante e tudo fará sentido. Mas aí a vida acontece 🤷♂️. E a maior aventura da semana acaba sendo sobreviver à reunião de segunda-feira de manhã, tentar fazer aquela receita nova sem incendiar a cozinha ou chegar no final de semana com a casa limpa e roupa lavada 🤦♂️ Frustrante? Às vezes. Mas e se eu te disser que a grande jornada, a verdadeira aventura épica, está acontecendo agora, bem aí, no meio da sua rotina aparentemente comum? E se eu te disser que você, sim, você é o herói ou a heroína dessa história, mesmo que sua única capa seja o edredom quentinho nas manhãs frias? Comecei a pensar nisso outro dia enquanto arrumava a cama antes de sair para o trabalho – esse é um momento em que passa várias coisas na cabeça, a minha primeira “vitória” do dia 😅. Lembrei da famosa “Jornada do Herói”, aquele conceito que Joseph Campbell popularizou e que Hollywood adora usar em seus filmes de sucesso. Aquela estrutura clássica do herói que recebe um chamado para algo extraordinário, encontra um mentor, passa por diversas provações e no final alcança uma grande recompensa. Coisa de Luke Skywalker, Harry Potter, Frodo Bolseiro ou Katniss Everdeen, conhece algum deles? Mas e se essa estrutura não for só para personagens fictícios em mundos distantes? E se ela for um mapa da nossa própria psique, um reflexo das nossas lutas internas e externas, mesmo as mais banais? E se a gente pudesse olhar para os nossos desafios cotidianos – aquele projeto que empacamos, aquele medo que nos paralisa, aquela mudança de hábito que parece impossível – não como meros aborrecimentos, mas como etapas cruciais da nossa jornada heroica? Ficou curioso(a)? Então pega um café, um chá ou prepara o seu tereré, se ajeita na cadeira e vem comigo desmistificar essa tal de Jornada do Herói para descobrir como encontrar o extraordinário naquilo que parece comum e chato. Porque, acredite, mesmo sem dragões para matar ou galáxias para salvar, sua vida é uma aventura que vale a pena ser vivida – e protagonizada – por você. Não é a toa que “matar um leão por dia” virou um ditado tão popular na vida dos brasileiros 😐 O que você vai ver nesse post: 1. Desmistificando a Jornada – O Guia do Herói Comum2. Identificando seus “Chamados”3. Mentores e provações: a dupla dinâmica da sua jornada4. Aquele “chocolate” pós-batalha: a importância das pequenas vitórias5. De volta pra casa (mas diferente): o retorno do Herói pós-Netflix6. Sua Jornada, Seu Roteiro, Seu Heroísmo Pessoal – Você é o Herói 1. Desmistificando a Jornada – O Guia do Herói Comum Ok, vamos tirar o glamour hollywoodiano da coisa. A Jornada do Herói, na vida real, não costuma envolver portais mágicos ou espadas falantes (infelizmente, talvez?). Mas a estrutura básica, essa sim, se aplica que é uma beleza. Se você parar pra refletir, cada um dos elementos da Jornada do Herói estão presentes ao longo da sua vida. Quer ver? Etapa 1 – O Mundo Comum: É a sua vida normal, sua rotina, seu status quo. Aquele lugar confortável (ou nem tanto) onde as coisas simplesmente são. Pode ser seu emprego atual, seu relacionamento, seus hábitos… sua zona de conforto. É aquele lugar onde você se encontra, ou se encontrava antes de começar uma nova aventura. Etapa 2 – O Chamado à Aventura: Algo acontece. Uma insatisfação interna começa a borbulhar (“Será que é só isso? Eu não deveria estar fazendo mais? Eu não mereço mais?”). Surge uma oportunidade inesperada (uma proposta de emprego, uma ideia de negócio), um problema aparece (uma demissão, o fim de um relacionamento, um desafio de saúde), ou simplesmente uma vontade de mudar algo, de aprender algo novo, de ser mais. Por exemplo: E agora, o que vem a seguir? Etapa 3 – A Recusa do Chamado: Sabe quem costuma aparecer nesse momento? Nossos velhos amigos procrastinação e medo! É natural hesitar. “Será que eu consigo?”, “E se der errado?”, “Ah, mas tá tão confortável aqui…”. A gente inventa mil desculpas para não sair do lugar. E, não sei você, mas eu sou ótimo em criar desculpas pra não sair do lugar 🤦♂️ Mas, como meu amigo Mautama costuma me dizer, “As melhores (ou piores) desculpas, são aquelas que todo mundo aceita”. Do tipo, “eu não fui na academia hoje porque estava meio gripado”. Ou, “não mexi no meu projeto novo essa semana, porque estava ajudando minha filha a estudar para as provas na escola”. Adoro aquela, “vou me permitir comprar um açai/pizza porque tive um dia cheio no trabalho e eu mereço“. Muitas pessoas ficam “presas” quase que a vida inteira nessa etapa, recusando um chamado após o outro. Etapa 4 – O Encontro com o Mentor: E essa recusa costuma persistir até o seu encontro com o “mentor”. Não precisa ser um velho sábio de barba branca. Seu mentor pode ser um amigo que te dá um conselho sincero, um livro que te abre os olhos (tipo “Os Quatro Compromissos”, esse livro mudou minha forma de enxergar a vida), um vídeo no YouTube com um tutorial salvador, um terapeuta, um chefe que acredita em você, ou até mesmo aquela vozinha interna da intuição (nossa famosa bússola interior) que insiste em te guiar. Esse mentor vai aparecer em algum momento e vai ser como colocar combustível de foguete naquele seu carro popular 😅 vai te motivar e te inspirar a entrar em ação. Etapa 5 – A Travessia do Primeiro




