Desenvolvimento Pessoal

Aqui eu quero compartilhar com você ferramentas, livros, estudos, conceitos e tudo o que tem me ajudado no meu processo de desenvolvimento pessoal.

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Matrix e a Síndrome do Escolhido
Desenvolvimento Pessoal

A Síndrome do Escolhido: Por que Sentimos que Temos que Resolver Tudo Sozinhos? | #009

Tempo de Leitura: 14 minutosComo um bom millennial eu sou fã do filme Matrix. E uma pequena parte minha ainda acredita que esse mundo é tão louco que, de fato, devemos viver dentro de uma simulação 😅 No último final de semana, reassistindo o filme pela milésima vez, tive a ideia de escrever esse artigo. Parei pra refletir sobre o tamanho do peso que Morpheu jogou nas costas do Neo quando lhe disse que acreditava que ele fosse “O ESCOLHIDO”, o salvador de toda a raça humana. Eu fiz o que fiz porque acredito que a busca terminou! Morpheu Como assim Morpheu? Você acaba de falar pro cara que o mundo como ele conhece não existe, que as máquinas ganharam a guerra contra os humanos e que ele é o escolhido pra resolver a porra toda? 🤦‍♂️ Na hora me acendeu um alerta interno: “Esse cara tá louco, mas eu sei do que ele está falando!” Não, não estou falando de ser considerado “O Salvador do Mundo”, mas de uma sensação tão incômoda quanto – a de ser o filhinho perfeito, aquele com ótimas notas, com um futuro promissor pela frente, o filho que ninguém precisa se preocupar porque “ele vai dar conta do recado”. Cara, que saco! Se você já se sentiu assim na sua vida, esse artigo é pra você. O que você vai ver nesse post: 1. A Síndrome do Escolhido2. Pra que tantas expectativas?3. A vida real do “Escolhido”4. Você não precisa carregar esse fardo 1. A Síndrome do Escolhido Quem aí cresceu ouvindo frases do tipo: Imagina o quão bizarro tudo isso parece para uma criança. Crescer ouvindo essas frases ano após ano. Uma tonelada de expectativas sendo colocadas nas suas costas. Um monte de gente dizendo o quanto ela é “especial”. Aos poucos isso vai se transformando em uma sensação de obrigação de corresponder ao que os outros esperam da gente. Quase como se fôssemos realmente “O Escolhido” para resolver qualquer problema. Como foi isso pra você? É exatamente essa sensação que eu chamei carinhosamente de Síndrome do Escolhido. Crescemos acreditando que nós precisamos ser a solução para todos os problemas, que temos que resolver as dores e frustrações da nossa família. Por que? Porque damos conta! O problema disso tudo é que criamos a falsa ideia de que não podemos errar e, a pior parte, que temos que resolver tudo SOZINHOS. Não temos tempo para errar, para sermos vulneráveis e, Deus me livre pedir ajuda e “parecer fraco”. É como se houvesse uma voz interior martelando em nossas cabeças que “não podemos decepcionar as outras pessoas”. Em algum momento, o peso de carregar a vida dessa forma se torna INSUPORTÁVEL. Só que não aprendemos a pedir ajuda, então, o que fazemos? Ficamos ainda mais exigentes, passamos a ver cada pequeno tropeço como um fracasso imperdoável e nos tornamos nosso próprio carrasco. Como consequência, surge a ansiedade, aumenta o medo de errar, e sentimos CULPA por não dar conta de tudo. Perder a espontaneidade e a leveza na busca pela perfeição vira quase inevitável. Afinal, temos muitas expectativas sobre nós. Como você se sente na prática? A “Síndrome do Escolhido” pode gerar uma mistura de orgulho e exaustão, muito mais exaustão na verdade. Veja se algum desses sinais ecoa em você: 2. Pra que tantas expectativas? É engraçado como uma intenção genuinamente boa pode afetar tão profundamente alguém. Eu não tenho dúvidas de que, na esmagadora maioria dos casos, toda essa cobrança e pressão foi colocada sobre você por pessoas que pensavam estar te preparando para ter o melhor futuro possível. Uma cobrança para te ajudar a entrar para as melhores faculdades, para conseguir o emprego dos sonhos, ter um bom salário, construir uma família perfeita, ter a casa e o carro daquele artista da novela. Mas como o refrão do rock Road to Hell (1999) de Bruce Dickinson diz “The road to hell is full of good intentions” (tradução: A estrada para o inferno está cheia de boas intenções), e a pressão e cobrança que te perseguiram na infância, provavelmente deixaram marcas que te acompanham até hoje. Não estou aqui procurando um vilão para culpar. Dizer “a culpa é dos nossos pais” além de ser uma falsa verdade, não resolve a questão. É natural projetarmos nossos sonhos não realizados em nossos filhos, afinal de contas, criamos várias expectativas para o nosso futuro e quando chegamos lá, na vida adulta e nos deparamos com a realidade dura e, às vezes, cruel, queremos prepará-los para um futuro melhor. Também não gosto da ideia de ficar culpando a sociedade, o governo ou o sistema que só valoriza quem tem resultado e nos “obriga” a buscarmos uma vida “perfeita”. E tudo isso só piora em um mundo hiperconectado onde as redes sociais fazem questão de nos mostrar que “todos são especiais”, menos a gente – outra ilusão. A pergunta que importa não é “Quem é o culpado?” O foco deve ser questionar PRA QUE TANTA EXPECTATIVA? Será que todo esse peso que carregamos é realmente nosso, ou estamos apenas repetindo o padrão da Síndrome do Escolhido, sem nem questionar se faz sentido para a nossa vida? Será que nossos pais não sentiam a mesma coisa na infância e adolescência deles? Esses padrões de perfeição que buscamos tanto são escolhas nossas, ou uma projeção do que nossa família, nossos amigos ou a sociedade espera de nós? Só à título de exemplo, eu já quis ter uma empresa que faturasse milhões por ano. Tive certeza disso após mergulhar no universo dos Coachs e Mentores de Produtividade. Cheguei a escrever uma carta do meu “eu do futuro” onde visualizava milhões na minha conta, uma empresa super valiosa com centenas de funcionários, gerando um impacto gigantesco no mundo – MAS ESSE NÃO ERA EU! Eu havia comprado uma visão de futuro e acreditei, por um tempo, que se eu não alcançasse exatamente aquilo ali, estaria desperdiçando meu potencial e seria infeliz. Sabe o que descobri quando parei pra me conhecer de verdade? Não me

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5 lições transformadoras que o xadrez me ensinou sobre a vida | #008

Tempo de Leitura: 12 minutosÉ muito engraçado como algumas memórias nossas ficam fragmentadas. Eu lembro claramente do meu professor de Educação Física na 4ª série me tirando de algumas aulas de português e matemática para me ensinar a jogar xadrez, mas não consigo lembrar do nome, nem da fisionomia dele. Até hoje eu fico em dúvida se eu estava matando aula ou não 😂 O fato é que aos 9 ou 10 anos de idade, lá por 1999, por causa desse professor que eu não lembro quem era, eu aprendia um esporte que viria a se tornar um dos meus principais hobbies na vida adulta. Hoje, no momento em que escrevo esse artigo, já se passaram 25 anos e eu poderia trazer uma história inspiradora para você sobre como, após muita dedicação e talento, eu me tornei um dos principais enxadristas do país – MAS NÃO É ESSA A MINHA HISTÓRIA! 🤦‍♂️😂 Nunca participei de nenhum torneio de xadrez, não ganhei medalhas, prêmios, nunca parei para estudar profundamente as técnicas e estou longe, muito longe de estar no ranking dos melhores jogadores. A história que quero contar pra você é sobre o que o xadrez me ensinou ao longo dos anos sobre a VIDA! Por isso, separei 5 lições transformadoras para compartilhar aqui. Lições que ficaram mais nítidas para mim quando comecei a me estudar de verdade, a investigar a minha mente, coração e alma. Lições que mudaram a forma como eu conduzo a minha vida e que podem te ajudar a mudar a sua. O que você vai ver nesse post: 1. Cuidado com as comparações2. Frequentemente esquecemos a importância dos pequenos passos3. Perder faz parte do processo4. Você precisa saber quando deve desacelerar5. Às vezes a melhora é imperceptível – seja gentil com você Só para contextualizar o que vou dizer a seguir, preciso compartilhar com você esse gráfico da minha jornada no mundo do xadrez. Eu uso o site Chess.com, um dos maiores do mundo, para jogar desde Fevereiro de 2019. Se eu ganho uma partida, acumulo alguns pontos, porém, quando eu perco, meus pontos são reduzidos – simples! Quando parei para analisar o meu progresso ao longo desses anos tive alguns insights. 1. Cuidado com as comparações Com o avanço da neurociência, diversos estudos científicos têm nos mostrado como o ato de se comparar com os outros pode ser prejudicial à saúde mental e emocional. O excesso na comparação (ou se comparar da forma errada) pode gerar inseguranças, baixa autoestima, estresse, ansiedade e até causar depressão. Ou seja, SE COMPARAR DO JEITO ERRADO É MUITO PERIGOSO! No livro 12 regras para a vida, o psicólogo Jordan B. Peterson nos explica que a comparação acontece da seguinte forma: Dentro de nós habita uma voz e um espírito que conhece todos os nossos limites, nosso CRÍTICO INTERNO. Ele nos põe para baixo escolhendo um domínio de comparação arbitrário e singular (fama, poder, corpo físico ou “o quanto você é bom em xadrez”, por exemplo). Depois AGE COMO SE ESSE DOMÍNIO FOSSE O ÚNICO RELEVANTE. Como se todas as outras coisas que você sabe fazer não tivesse a menor importância. Então, ele o compara DESFAVORAVELMENTE a ALGUÉM REALMENTE EXTRAORDINÁRIO DENTRO DAQUELE DOMÍNIO. E, pronto, sua motivação para fazer qualquer coisa pode ser efetivamente minada. Quem, quando criança, não sonhou em ser cantor(a) e desistiu da ideia por não chegar aos pés do seu cantor ou cantora favorito? Quantas crianças não desistiram da sua carreira como jogador de futebol porque não jogavam como a Marta ou o Neymar? Essa comparação com os extremos é muito nociva! Não chegar aos pés dos melhores em qualquer área, não significa que você não ocuparia uma posição de destaque, não significa que você não alcançaria o sucesso. Curiosamente, atingi minha melhor pontuação no xadrez no dia 1º de janeiro de 2025 – 1.592 pontos. Porém, se eu me comparar com os grandes mestre de xadrez, todos acima dos 3.200 pontos, poderia me sentir extremamente desanimado e desmotivado, ainda mais, se considerar que é praticamente impossível alcançar o nível deles 😅 Outra informação bem “desanimadora” é que ainda existem mais de 309 mil jogadores com uma pontuação acima da minha, só considerando a base de jogadores do Chess.com. Se eu deixo o meu CRÍTICO INTERNO assumir o controle, não há razão para ficar jogando xadrez! Também é dessa forma que as redes sociais agem em nossa vida. Algumas pessoas passam horas rolando o feed do instagram e vendo a vida “perfeita” das pessoas. Quando olham para as próprias vidas, o crítico interno assume seu papel e traz milhares de argumentos para nos convencer que vivemos uma vida medíocre. Consequência disso? Estresse, irritação, ansiedade e até depressão 🤦‍♂️ Agora, quando deixo de me apegar ao CRÍTICO INTERNO e mudo o foco da observação para o meu EU DO PASSADO, eu passo a me comparar comigo mesmo e não com outra pessoa. Compare a si mesmo com quem você foi ontem, não com quem outra pessoa é hoje! Jordan B. Peterson Se a métrica de comparação é o MEU EU DO PASSADO o jogo fica muito mais saudável. Você entra em uma disputa contra você mesmo. Passa a buscar a sua melhor versão e não uma competição com o outro. Por exemplo, no lugar de focar na pontuação (inalcançável) dos grandes mestres de xadrez eu posso olhar as minhas próprias métricas. Eu tenho consciência que não chego aos pés dos grandes mestres. Não me iludo querendo alcançá-los – e esse nem é meu objetivo. Porém, tenho muito orgulho de todo o meu progresso no xadrez. De tudo o que construí ao longo dos anos. E, a parte mais importante, jogar xadrez me faz muito feliz (por mais que eu me estresse um pouco quando perco mais de 2 partidas seguidas 😆). Então, a lição aqui é: cuidado com as comparações! Não me entenda mal, as comparações são, sim, necessárias. Mas o foco da sua comparação deve ser com a sua versão de ontem. Utilize os resultados do outro apenas como

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a coisa mais importante no relacionamento
Inteligência Emocional

A comunicação NÃO É A COISA MAIS IMPORTANTE no relacionamento | #007

Tempo de Leitura: 8 minutosRecentemente percebi quão perigoso é aceitarmos algumas “verdades” que nos são ditas. Isso vale para todas as áreas, mas é um fato, principalmente quando estamos falando de relacionamento entre pessoas, afinal, cada um de nós é um ser diferente, com características próprias e cheios de problemas e traumas que só nós conhecemos. É lógico que algumas coisas são universais como o fato de que uma boa comunicação é fundamental em qualquer tipo de relacionamento, mas é aí que mora o perigo. Sempre ouvi que para o casal COMUNICAÇÃO É TUDO! O casal que tiver diálogo conseguirá resolver todos os seus problemas. Dou muito valor para a comunicação, então, sempre considerei essa afirmação como uma verdade absoluta. Para mim a comunicação era a coisa mais importante dentro do relacionamento! Recentemente, refletindo sobre um post que vi no instagram, percebi o quanto essa afirmação está errada. Existe algo mais importante que a comunicação e é isso que quero compartilhar com você nesse post 😉 E não, não é o amor 😅 O que você vai ver nesse post: 1. Ficamos discutindo por horas sem chegar a lugar algum2. Por que não nos entendemos?3. A coisa mais importante no relacionamento: Como aprender a ouvir de verdade? 1. Ficamos discutindo por horas sem chegar a lugar algum Já passou horas discutindo com seu parceiro ou parceira sem chegar à lugar algum? Sabe aquela discussão que dura dias para ser resolvida? Em algumas delas você até tentou conversar e buscar uma solução, mas nada do que você dizia colocava um fim no conflito. Parece que tem horas em que falamos tanto, detalhamos tudo aquilo que nos incomoda, o que está atrapalhando nosso relacionamento, mas entra por um ouvido e sai pelo outro – sentimos que estamos falando com as paredes! É bem provável que você já passou por isso em algum momento. E é ainda mais provável que seu parceiro ou parceira também sinta o mesmo. Por que será que isso acontece? Durante uma discussão ficamos tão focados em expressar nossos próprios pontos de vista que, às vezes (pra não dizer na maioria das vezes) nos esquecemos de realmente ouvir o outro. E quando digo ouvir, não me refiro apenas ao ato de escutar as palavras, mas sim de compreender as emoções e intenções por trás delas. Stephen Covey, em seu livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes“, destaca isso claramente no hábito 5: “Procure Primeiro Compreender, Depois Ser Compreendido”. Ele nos lembra que, na maior parte do tempo, mesmo em uma discussão, as pessoas não estão realmente ouvindo, mas apenas esperando sua vez de falar. Vou repetir essa parte porque quero que ela fique bem gravada em sua mente. NA MAIOR PARTE DO TEMPO AS PESSOAS NÃO ESTÃO REALMENTE OUVINDO, MAS APENAS ESPERANDO SUA VEZ DE FALAR. Tenha isso em mente para todo tipo de interação humana, especialmente dentro de um relacionamento. Durante essas longas discussões, é bem provável que cada um esteja tão preocupado em ser ouvido que acaba não prestando atenção ao que o outro está tentando dizer. Isso cria um ciclo vicioso de frustração e incompreensão. A comunicação se torna um campo de batalha onde cada um quer ganhar, em vez de ser uma ponte para conectar duas pessoas. E a pior parte é que essas discussões tem o potencial para deixar o casal exausto, irritado e mais distantes do que nunca. A partir dessa reflexão foi que caiu por terra a ideia de que a comunicação é a coisa mais importante no relacionamento. Do que adianta se comunicar se ambos não estão se entendendo. Faltava algo essencial: a verdadeira COMPREENSÃO. 2. Por que não nos entendemos? A verdade é que, muitas vezes, mesmo quando estamos falando, não estamos nos fazendo entender. Algo que não podemos esquecer é que a comunicação vai muito além das palavras que escolhemos usar. Envolve emoções, intenções e percepções que nem sempre são fáceis de traduzir em palavras. E aqui está o cerne do problema: a diferença entre falar e ser compreendido. Um dos maiores obstáculos para a compreensão nos relacionamentos é que frequentemente projetamos nossas próprias percepções e expectativas nas palavras do outro. Ou seja, ouvimos o que queremos ouvir ou interpretamos as palavras do nosso parceiro à luz de nossas próprias experiências e emoções. Isso pode criar um descompasso significativo entre o que está sendo dito e o que está sendo entendido. Em um relacionamento, compreender verdadeiramente o outro requer mais do que apenas ouvir as palavras. É necessário prestar atenção às emoções, à linguagem corporal e aos sinais não verbais. Por exemplo, quando seu parceiro ou sua parceira diz “Estou cansado”, isso pode significar muito mais do que um simples estado físico. Pode estar carregado de emoções como frustração, sobrecarga ou até tristeza. Se apenas ouvirmos as palavras, perderemos o verdadeiro significado por trás delas. Ainda nesse simples exemplo, pense em quantas vezes você disse que estava cansado, mas na verdade estava comunicando muito mais do que isso. É exatamente sobre isso. Quando somos nós dizendo algo, estamos sentindo emoções, com milhares de pensamentos em nossa mente, não são apenas as palavras que estão sendo ditas. Quando é o seu parceiro ou parceira falando ocorre exatamente a mesma coisa, porém, se você não estiver atento escutará apenas as palavras que saem da boca dele ou dela 🤦‍♂️ É aqui que a EMPATIA se torna fundamental para não só ouvir, mas compreender. Sem empatia, ou seja, sem a capacidade de se colocar verdadeiramente no lugar do outro e ver o mundo através dos olhos dele, estamos limitados à nossa própria perspectiva e incapazes de entender completamente o que o outro está tentando comunicar. Outro ponto a considerar é a comunicação não verbal. Muitas vezes, nossos gestos, expressões faciais e até mesmo o tom de voz falam mais alto do que as palavras que usamos. Se estamos nervosos ou irritados, isso se refletirá na nossa linguagem corporal, independentemente do que estamos dizendo. Aprender a ler esses sinais e entender o que realmente está

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Inteligência Emocional

As 3 esferas da amizade: como parar de se decepcionar com as pessoas? | #006

Tempo de Leitura: 14 minutos“As coisas facilitam a vida, mas são as pessoas quem definem nossa existência“ Tiago Brunett Acredite, nós somos seres sociais, precisamos de pessoas para sermos felizes. E ao nos relacionarmos com pessoas, em um grupo de amigos, no ambiente de trabalho, ou até mesmo em um relacionamento amoroso, eventualmente, iremos nos frustrar com algo. Afinal: não há ser humano perfeito e, em algum momento, essas pessoas irão pisar na bola com você. Da mesma forma que em algum momento você pode pisar na bola com elas. Agora, uma pergunta que já dever ter passado pela sua mente é: como parar de se decepcionar com as pessoas? É exatamente sobre isso que vamos falar nesse post. O que você vai ver nesse post: 1. Classifique os seus amigos2. As 3 esferas da amizade3. Como parar de se decepcionar com as pessoas? 1. CLASSIFIQUE os seus amigos Você já observou que algumas amizades parecem fluir tão bem enquanto outras nos deixam constantemente frustrados? E não é exatamente sobre o tempo da amizade, mas pode ter tudo a ver com a expectativa que criamos dentro de cada um desses relacionamentos. A resposta muitas vezes está na forma como enxergamos e classificamos essas amizades. Entender o papel que cada amigo desempenha em nossa vida pode ser a chave para ajustar nossas expectativas e evitar decepções, parar de se decepcionar com as pessoas. Vamos imaginar que as nossas amizades são como peças de um quebra-cabeça, cada uma tem seu lugar e sua função dentro da nossa vida. No entanto, é comum misturarmos as peças e esperar que todas se encaixem da mesma forma. Esse erro de percepção pode nos levar a esperar demais de quem não pode ou não quer oferecer mais do que já oferece. E é aqui que a classificação dos amigos entra como uma ferramenta poderosa para organizar essas peças. Primeiro, é importante entender que não se trata de hierarquizar amigos, mas sim de reconhecer suas diferentes funções e valorizar cada uma delas. Cada tipo de amizade tem sua importância e contribui de maneira única para nossa vida. Ao classificar nossos amigos, podemos apreciar melhor o que cada um traz para nossa jornada. Por que é Importante Classificar os Amigos? Classificar é o segredo para parar de se decepcionar com as pessoas! Classificar seus amigos ajuda a evitar frustrações e decepções. Quando sabemos o que esperar de cada tipo de amizade, conseguimos ajustar nossas expectativas e fortalecer os laços de maneira mais saudável. Além disso, essa prática nos permite identificar quais amizades realmente valem nosso investimento emocional e quais talvez precisem ser repensadas. Por exemplo, um amigo pode ser ótimo para discutir ideias de negócios, mas talvez não seja a pessoa ideal para desabafar sobre questões pessoais. Já um outro amigo pode oferecer o suporte emocional necessário, mas pode não ter interesse nos seus projetos profissionais. Saber diferenciar esses papéis evita sobrecarregar os amigos com expectativas que eles não podem cumprir. “Mas de onde você tirou essa ideia de classificar os amigos?” Me deparei com essa ideia no livro Especialista em Pessoas, do autor Tiago Brunet, onde ele aponta que até mesmo Jesus, durante sua vida terrena, diferenciava o nível de intimidade e proximidade com seus discípulos e seguidores. Jesus tinha cerca de 500 pessoas o acompanhavam e eram essenciais para espalhar a sua palavra e notícias de seus milagres. Além disso, escolheu 12 apóstolos para estar mais próximo e para fazer parte de sua obra, mas dentre eles, destacavam-se Pedro, Tiago e João, que estavam presentes nos momentos mais íntimos e significativos. Essa analogia nos ensina que não é apenas aceitável, mas necessário, reconhecer que nem todos os amigos ocupam o mesmo espaço em nossas vidas. Jesus sabia exatamente com quem compartilhar seus momentos mais vulneráveis e com quem dividir suas responsabilidades e missões. Da mesma forma, ao entender que cada amizade tem seu lugar e propósito, podemos cultivar relações mais saudáveis e significativas, sem sobrecarregar uns ou desvalorizar outros. A Diferença entre Expectativa e Realidade nas Amizades Expectativas são naturais em qualquer relação, mas quando elas não são realistas, acabam se tornando fontes de frustração. Esperar que todos os amigos estejam disponíveis o tempo todo, ou que compartilhem de todos os seus interesses, é um caminho certo para a decepção. A realidade é que cada pessoa tem suas limitações e prioridades. Por isso, ajustar nossas expectativas com base na classificação das amizades é fundamental. Se você entende que um determinado amigo é um “amigo estratégico”, saberá que ele estará presente em momentos de networking e colaboração profissional, mas não necessariamente em um sábado à noite para ouvir sobre seus problemas pessoais. Então, a classificação dos amigos não é sobre diminuir a importância de ninguém, mas sim sobre reconhecer e valorizar os diferentes tipos de apoio que podemos receber. Dessa forma, fortalecemos nossas relações, nos frustramos menos e aproveitamos mais o que cada amizade tem a oferecer. Ok. Mas quais são os tipos de amizades que podemos ter? Seguindo a classificação trazida no livro Especialista em Pessoas, assim como Jesus, vamos classificar nossas amizades em três tipos, cada um com seu papel e importância em nossa vida. 2. As 3 esferas da AMIZADE Então vamos lá? Lembra do pessoal que acompanhava Jesus? Vou aqui seguir o exemplo didático utilizado por Tiago Brunet em seu livro e ilustrar as três esferas da amizade. O primeiro grupo, aqueles 500 seguidores que testemunhavam as obras de Jesus são os chamados AMIGOS ESTRATÉGICOS. Todos precisamos de amigos estratégicos em nossas vidas, mas é bem possível que eles não estejam na sua mesa nos finais de semana, nem compartilhem a sua vida particular, mas são importantes para a construção do seu futuro. Os 12 discípulos de Jesus, vamos chamar de AMIGOS NECESSÁRIOS. Esses são aqueles necessários para a sua caminhada na vida. Eles estavam na maior parte do tempo ao lado de Jesus, compartilhando de sua vida de uma forma mais próxima. Eles não serão os melhores amigos, provavelmente também não serão os mais próximos,

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inteligência emocional
Inteligência Emocional

O poder da inteligência emocional: 5 motivos para investir em você | #005

Tempo de Leitura: 10 minutosSe você está aqui nesse blog, é bem possível que esteja em busca de desenvolvimento pessoal e autoconhecimento, estou correto? Se for esse o caso, já deve ter esbarrado com o termo “inteligência emocional” algumas vezes. Mas, o que de fato significa esse termo? Antes de te responder, preciso te dizer uma coisa: na minha opinião, essa é uma das habilidades mais importantes para se desenvolver nos dias de hoje. Para mim, inteligência emocional compõe o top 3 de habilidades que toda pessoa que almeja o sucesso deve ter: COMUNICAÇÃO/VENDAS + AUTODIDATISMO + INTELIGÊNCIA EMOCIONAL O que você vai ver neste post? 1. Entendendo a Inteligência Emocional2. Os 5 motivos para investir em Inteligência Emocional3. Como desenvolver a sua Inteligência Emocional 1. Entendendo a Inteligência Emocional Ok, mas o que realmente significa essa tal de inteligência emocional? Em termos simples, podemos dizer que ela é a capacidade de reconhecer, entender e gerenciar nossas próprias emoções e também reconhecer, entender e influenciar as emoções dos outros. A inteligência emocional não é apenas um conceito abstrato. É uma habilidade prática que te dá uma vantagem real ao se relacionar com outras pessoas. Imagine ter o controle sobre suas reações emocionais, ao invés de ser controlado por elas. Isso não seria incrível? Não tomar decisões precipitadas, não explodir de raiva, não agir de forma inconsequente no calor da emoção. É bem provável que você teria bem menos problemas. Por outro lado, imagine entender o que motiva o comportamento das pessoas ao seu redor e usar esse entendimento para melhorar suas relações pessoais e profissionais. Realmente, essa é uma habilidade poderosa. Por que a Inteligência Emocional é crucial hoje? No mundo acelerado de hoje, a inteligência emocional se tornou mais importante do que nunca. Vivemos em uma era onde o conhecimento é abundante, temos toneladas de conteúdo à nossa disposição, literalmente nas nossas mãos. Com nossos smartphones e uma conexão à internet em praticamente qualquer lugar, você pode acessar qualquer tipo de conteúdo e se tornar um “expert” em qualquer assunto. Por outro lado, as pessoas estão perdendo a habilidade de lidar com suas emoções. Essa rotina acelerada deixa as pessoas mais estressadas, mas explosivas, extremamente ansiosas, o que está criando uma geração disfuncional no quesito emocional. Somos uma geração de pessoas ansiosas: E é nesse cenário que a inteligência emocional se destaca e se torna uma ferramenta poderosa que pode transformar a sua vida pessoal e diferenciar você no mercado de trabalho. Construindo sua Inteligência Emocional Para entender melhor a inteligência emocional, precisamos explorar seus componentes. Apesar de ser uma ideia teorizada desde 1960, apenas em 1990 foi que o escritor, psicólogo e jornalista científico Daniel Goleman popularizou e sistematizou a ideia em seu livro Inteligência Emocional. Em sua obra, Goleman identifica cinco pilares fundamentais que compõem a Inteligência Emocional: Ao analisarmos esses pilares fica evidente que cada um deles é fundamental para ter uma vida plena. E o mais importante, nos mostra que inteligência emocional não é algo com que nascemos; é uma habilidade que podemos desenvolver e aprimorar ao longo do tempo. Portanto, podemos dizer que ao desenvolver sua inteligência emocional, você não só melhora sua qualidade de vida, mas também se torna um profissional mais eficiente e um indivíduo mais resiliente. 2. Os 5 motivos para investir em Inteligência Emocional Agora que já entendemos o poder por trás da inteligência emocional e sua importância no mundo atual, vamos explorar por que vale a pena investir tempo e esforço para desenvolver essa habilidade. Motivo 1: Desenvolver Autoconsciência Desenvolver autoconsciência é o primeiro motivo para investir em inteligência emocional que quero trazer para você. Mas o que isso realmente significa? Em termos simples, significa adquirir a capacidade de reconhecer e entender suas próprias emoções. É saber o que você sente e por que sente dessa maneira. Imagine estar fazendo uma apresentação em uma reunião importante e, de repente, sentir aquele nó na garganta 😬 Uma pessoa com alta autoconsciência perceberia essa emoção e identificaria sua origem – talvez medo de falar em público ou insegurança sobre o tema – e encontraria uma maneira de lidar com ela antes que se torne um problema maior. Sem autoconsciência talvez essa pessoa nem conseguiria concluir a apresentação 🤦‍♂️ Ser autoconsciente não apenas ajuda a gerenciar suas emoções, mas também melhora a tomada de decisões e fortalece os relacionamentos. Ao entender suas próprias emoções, você também consegue comunicar seus sentimentos de maneira mais clara e evitar mal-entendidos. Motivo 2: Melhorar o Autocontrole O segundo motivo é melhorar o autocontrole. O autocontrole é a habilidade de gerenciar suas emoções de forma saudável e produtiva. Em vez de reagir impulsivamente, você aprende a responder de maneira ponderada e controlada. A autoconsciência te permite entender melhor as suas emoções, o autocontrole garante que elas não irão tomar conta de você e te fazer agir de forma que irá se arrepender depois. Sabe aquele momento que você responde no impulso, de forma explosiva? Isso não é autocontrole. Desde gritar e praguejar contra seu filho após um dia estressante, ou dar aquela buzinada longa no trânsito para o motorista folgado, ou ainda, dar uma resposta mal educada e desnecessária para um colega de trabalho. Cada uma dessas ações poderia ser evitada se a pessoa tivesse autocontrole. Com inteligência emocional você pode reconhecer a emoção que está causando alguma frustração, respirar fundo e abordar a situação com calma e racionalidade. Técnicas como a respiração profunda, meditação e mindfulness são ferramentas valiosas para melhorar o autocontrole. Praticar essas técnicas regularmente pode ajudar a manter a calma em situações estressantes e a tomar decisões mais equilibradas. Uma coisa interessante é que é possível que a pessoa tenha autoconsciência, mas mesmo assim se descontrole, ou seja, “eu sei porque estou irritado, mas acabei explodindo com minha esposa mesmo assim“. Entretanto, ao trabalhar o seu autocontrole, naturalmente você também irá desenvolver uma autoconsciência sobre as suas emoções. Motivo 3: Fortalecer a Empatia Eu amo pessoas empáticas e acho que o mundo precisa de cada vez

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Quatro compromissos
Soberania Espiritual

Cuidado com o Peso das Palavras: como os Quatro Compromissos mudaram minha vida | Edição #004

Tempo de Leitura: 10 minutosEngraçado como algumas coisas causam uma transformação profunda em nossas vidas. Mais engraçado ainda quando elas estão, literalmente, juntando poeira em seu armário 🤦‍♂️ Há mais de dois anos meu grande irmão Mautama me indicou a leitura do livro “Os Quatro Compromissos – de Don Miguel Ruiz“. Me interessei muito pela ideia do livro – quatro compromissos para conduzir sua vida rumo a liberdade pessoal. Como bom sagitariano que sou amo a liberdade e só aí o livro já tinha despertado minha atenção. Em novembro de 2023 comprei o livro e ele passou a juntar poeira na minha estante, junto com outras obras incríveis 😅 Após vários meses me rendi e comecei a sua leitura. Um daqueles livros pequenos, com poucas páginas, mas que viram o nosso mundo de cabeça para baixo. Amei a visão de mundo dos Toltecas e decidi colocar em prática os quatro compromissos na minha vida. Um belo desafio diário! Como a transformação na minha vida tem sido significativa, decidi compartilhar esse conhecimento com você. O que você vai ver neste post? 1. O peso das palavras2. Nem tudo é sobre você3. Pare de tirar conclusões4. Por que não ser melhor?5. Abrace os quatro compromissos 1. O peso das palavras O primeiro dos quatro compromissos transmitido pelos Toltecas já me deixou bastante intrigado. Primeiro porque em uma leitura rápida eu acabei entendendo ele mais ou menos errado (kkkkkkk). Mas depois, a explosão na minha mente foi tão grande que, ali, naquele momento, eu já sabia que esse livro estaria para sempre no top 5 dos livros que mais transformaram a minha vida. PRIMEIRO COMPROMISSO Seja impecável com sua palavra! O que vem à sua mente lendo essa frase? Na minha, veio a ideia de ser sempre coerente, de manter minha palavra, de me comunicar bem, dizendo exatamente o que penso. Mas não era bem essa a mensagem que os Toltecas deixaram. Eles destacam o fato de que A PALAVRA É O NOSSO PODER DE CRIAÇÃO! É por meio da palavra que manifestamos nossos pensamentos, sentimentos e desejos no mundo material. A comunicação é uma das ferramentas mais poderosas do ser humano, justamente por esse poder de criação e de materialização. Entretanto, como uma espada de dois gumes você pode usar a palavra para criar o mais belo dos sonhos, ou para destruir tudo ao seu redor. Dependendo de como você irá utilizá-la, a palavra pode libertá-lo ou escravizá-lo. E é aqui que se esconde o verdadeiro entendimento do primeiro dos quatro compromissos. Ao determinar que você deve ser IMPECÁVEL com sua palavra, os Toltecas nos orientam a parar de pecar contra nós mesmos através do uso das palavras. Essa foi a ideia que explodiu a minha mente: de que usando a palavra levianamente, estamos pecando contra nós mesmos. Ser impecável com sua palavra é não usá-la contra você mesmo. Don Miguel Ruiz – Os quatro compromissos Como assim não usar a palavra contra nós mesmos? Como mencionado, a palavra é nosso poder de criação e tudo aquilo que ouvimos ou dissemos está criando uma realidade para nós. Por exemplo, a menos que você tenha crescido em uma caverna ou no meio da floresta é provável que, ao longo da sua formação, você tenha escutado várias opiniões a seu respeito. Seus pais, irmãos, amigos, professores, familiares, todos, em algum momento, disseram algo sobre você. E qual é o problema disso? Nem tudo o que você ouviu foi bom! E isso pode ter alimentado uma voz interior que diz que você não é bom/boa o bastante, não é bonito(a) o bastante, não é tão inteligente e, dando atenção para essas palavras, elas entram em sua mente e criam raízes. Você passa a se julgar e se condenar o tempo todo – isso é pecado para os Toltecas. E o mesmo acontece quando usamos a palavra de forma indevida com as outras pessoas. Assim, se eu o encontro na rua e o chamo de estúpido, mesmo que pareça que estou usando a palavra contra você, na realidade, eu a estou usando contra mim mesmo, já que essa atitude irá alimentar raiva, ressentimento ou até mesmo ódio em você, o que será redirecionado para mim. No fim, se eu ofendo alguém porque estou com raiva e não me controlo emocionalmente, estou usando minha palavra contra mim. Agora, se amo a mim mesmo serei impecável com a minha palavra e expressarei esse amor na forma em que me comunico com você, o que produzirá uma reação análoga em mim. Se eu amo você, então serei correspondido. Se eu insultá-lo, você me insultará. Se eu lhe demonstrar gratidão, você terá gratidão por mim. Se eu for egoísta, você também será. Don Miguel Ruiz – Os quatro compromissos 2. Nem tudo é sobre você Somos o centro das nossas vidas, é verdade. Mas algumas pessoas acham que são o centro do mundo e tudo, realmente tudo que acontece é sobre elas. O segundo dos quatro compromissos serve para nos dar um choque de realidade e entendermos que, nem tudo é sobre nós mesmos. SEGUNDO COMPROMISSO Não leve nada para o lado pessoal. Independente do que aconteça com você, não leve para o lado pessoal. Se um desconhecido te ofende no trânsito, não é sobre você, mas sobre como ele se sente naquele momento – É SOBRE ELE. Se você aceita a ofensa e leva para o lado pessoal é porque concorda (mesmo que inconscientemente) com o que está sendo dito. Tenha uma coisa sempre em mente: nada do que os outros fazem é motivado por você, é sempre por eles mesmos. A filosofia Tolteca nos ensina que todas as pessoas vivem em seu próprio sonho, em sua própria mente. Elas estão em um mundo completamente diferente daquele em que vivemos. E quando levamos algo para o lado pessoal, presumimos que os outros sabem o que está acontecendo dentro do nosso mundo. Então, mesmo que pareça pessoal, o que os outros dizem, o que fazem e as opiniões que emitem estão de acordo

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